Exercícios e Teorias

Pois é, nunca dei muita importância pra esse lance de exercícios ou aquecimento… o problema é que com isso acabei atrasando toda a minha vida de guitarrista.

Os exercícios são fundamentais, não dá pra fugir. A repetição nos leva à perfeição. Um modelo de estudo é necessário, não adianta.

Esses são pequenos exercícios de aquecimento

Exercício número 1 – Aquecimento
Conhecendo o braço

Metrônomo: 60
Compasso: 4/4
Acompanhamento: Pop Rock

O exercício deve ser executado repetindo-se o nome das notas que corresponde a cada casa. Eu li uma vez em um livro de solfejo uma coisa assim: para as notas sem acidente usa-se o nome normal. Para as com sustenido usa-se a vogal “i” (nota-se que dessa forma não arrumamos problemas com MI ou SI, pois não recebem mesmo o sustenido).

Decorar a posição das notas é realmente muito importante. Estudei clarinete durante um tempo e sempre que o tocava olhava diretamente a partitura. A idéia aqui é essa também.

Exercício número 2 - Liberdade
Conhecendo o braço

Metrônomo: 60
Compasso: 4/4
Acompanhamento: Pop Rock

Escalas

Pela internet não é difícil encontrar várias escalas, de vários modos, comuns ou bizarras, para tocar na guitarra. Acontece que nunca entendi direito suas aplicações. Vou tentar explicar de uma forma mais didática essa coisa toda agora.

O que são escalas?

A escala é um campo harmônico. Ok, e dai? Levando em consideração que para fazermos um filme precisamos de:

1) Roteiro;
2) Atores;
3) Dinheiro;
4) Equipe;

Numa escala precisamos de indivíduos que nos dêem os rumos. Aqui no ocidente é muito comum o uso da escala diatônica maior ou menor. É possível que o incosciente das pessoas já tenham gravado as notas dó, ré, mi, fá, sol, lá, si por osmose. Esse é o campo harmônico. Essas notas são, na verdade, as responsáveis pela melodia. Diferentes povos usam diferentes escalas para executar suas canções. Aqui no Brasil geralmente usamos a diatônica, que tem essa seqüência de 7 notas. A escala diatônica pode ser menor ou maior. Chamamos isso de “modos”.

Exemplo de escala maior:

A distância entre as notas é de um tom. Isso quer dizer que de C para D temos um tom, e de C para C# temos um semitom. A distância entre E – F e B – C é de um semitom. Isso tudo quer dizer que para irmos de C1 até C2 (do primeiro ao segundo dó) percorreremos, na escala, as notas conforme o disposto para a escala diatônica, que é TTSTTTS (tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom). Para ficar mais claro, vamos à outra escala, a de G maior:

Observe que mantive o mesmo padrão (TTSTTTS) para a escala de G maior. Até aqui podemos perceber que o que realmente dita a escala diatônica é a sua formação de tons e semitons.

Escalas relativas

Antes de continuar, quero mostrar como funciona a escala relativa. Podemos entender uma escala relativa como sendo a próxima escala que poderemos tirar da escala em que estamos trabalhando. A escala relativa é determinada por um dos graus da escala. A relativa menor é sempre o VI grau da escala. Isso quer dizer que a relativa menor de C é Am. A montagem da escala menor segue um padrão diferente, observe:

Graus I II III IV V VI VII VIII
Notas A B C D E F G A
Intervalo T S T T S T T

A relativa menor de uma escala maior tem um fator comum: todos os acidentes se aplicam. Dessa maneira, como a escala de C não tem acidentes, a de Am não pode ter também. O padrão para escalas menores é TSTTSTT.

Encontramos a próxima escala maior a partir de uma menor analisando o VII grau. No caso da de Am, a próxima escala será a de G. A escala maior também nos dá essa dica, é só observar o seu V grau.

Essa coisa toda de próxima escala deve ser entendida assim: numa música, se você quiser aumentar ou diminuir sua tonalidade, basta adicionar mais ou menos semitons à tonalidade padrão. Ou seja, se quiser tocar em D ao invés de C, é só mudar suas notas e pronto. O que acontece é que, dessa maneira, a quantidade de acidentes varia muito. O padrão para montar escalas leva em consideração a quantidade de acidentes. De C pra G acrescentamos um acidente, o sustenido (#), na nota F, para continuarmos no padrão TTSTTTS. Observe que a próxima escala maior, a partir da de G, é a de D, que recebe dois sustenidos: um que já herda da escala anterior (F#) e uma adição, na nota C:

Graus I II III IV V VI VII VIII
Notas D E F# G A B C# D
Intervalo T T S T T T S

Prática teórica – Lição 1

Montar as outras escalas, tanto maiores quanto menores. Ok, ok… é chato, mas é necessário. O conhecimento de escalas é o gargalo, precisa acontecer. Com isso você pode solar no futuro. Como o objetivo aqui é exatamente esse, então nada mais natural que praticar essa teoria.

E no braço da guitarra?

Pois então! Teoria sem prática, além de ser uma m****, é insuficiente para ensinar.

No começo dessa parte apresentei todas as notas que temos no braço da guitarra das casas 0 até 4. Com isso podemos tocar as escalas com certa facilidade, basta prática. Vou montar aqui um pequeno exercício para a escala de C.

Faça o download do PDF de Suzi e pratique.

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